
Beyoncé Knowles tem 25 anos, fala baixinho, é simpática, ri bastante e, mesmo quando questionada sobre a rivalidade com Jennifer Hudson, não perde a esportiva.
Os críticos elogiaram sua performance, mas os maiores aplausos foram reservados para Jennifer Hudson, que rouba a cena e deve vencer o Oscar. Você ficou ofendida?
Beyoncé Knowles: De maneira nenhuma. Já tenho nove Grammys. Sou uma grande celebridade. Não quis fazer o filme para me destacar ainda mais. A idéia de ser mais famosa do que sou é, na verdade, um pouco assustadora para mim. Fiz o filme para ganhar respeito como atriz.
E o que você achou da performance da Jennifer Hudson?
BK: Em primeiro lugar, eu a vi no American Idol, quando ela estava competindo. E, como todo mundo, queria que ela tivesse vencido. Quando a encontrei pela primeira vez, ela estava muito nervosa. E eu também (risos). Ela tem esse lado excitante, pois é nova na profissão. E também tem um coração grande, é honesta e talentosa.
Descreva sua experiência como actriz.
BK: Foi difícil, pois ser actriz é uma coisa que você precisa fazer com muita naturalidade. Não sabia que seria penoso assim até começar o filme. Ter que levantar cedo e chorar por duas horas não é brincadeira. Também sou uma pessoa feliz, que teve uma criação positiva. Encontrar aquele grau de tormenta e vulnerabilidade não é fácil. Mas estava disposta a fazer o que fosse necessário. Mergulhei fundo.
E pretende continuar a carreira de actriz?
BK: Sim, com certeza.
Dreamgirls aborda também um dos grandes problemas sociais dos anos 50: o racismo, ainda existente mais de meio século depois. O que você acha disso?
BK: Acho que crescemos tremendamente, e filmes como Dreamgirls ajudam as pessoas a entender o problema e destruir barreiras. Como parte da comunidade negra, sempre fui muito afortunada. Meus shows são lotados na Europa e no Japão, estou na capa de qualquer revista do mundo. As pessoas não me vêem pela minha raça. Elas apenas escutam minha música e a do Destiny's Child. E por causa de pessoas como Aretha Franklin e as integrantes do The Supremes, que lidaram contra o racismo, eu me senti real ao abordar esse tema no filme. O que elas sacrificaram para estarmos aqui hoje foi impressionante. Não posso reclamar. Só rezo para as coisas se tornarem melhores.
Você já sofreu algum tipo de racismo?
BK: Claro. Todo mundo sofre. Mas o que você faz numa situação dessas? Tenta ser o mais positiva possível, e eu acredito que os tempos estão mudando.

fonte: Quem
|